Vamos refletir um pouco sobre o lugar onde vivemos...
Existe pobreza na sua comunidade, na sua escola?
Você conhece alguém que vive com menos de R$ 70,00 por mês?
Quais as condições em que essa pessoa ou essa família vive?
Se analisarmos os dados mostrados no texto a seguir, perceberemos a realidade em que algumas pessoas vivem no município de Concórdia.
DADOS DEMOGRÁFICOS SOBRE A EXTREMA POBREZA NO MUNICÍPIO DE CONCÓRDIA/SC
Conforme
dados
do
Censo
IBGE
2010,
a
população
total
do
município
era
de
68.621
residentes,
dos
quais
987
encontravam-se
em
situação
de
extrema
pobreza,
ou
seja,
com
renda
domiciliar
per
capita
abaixo
de
R$
70,00.
Isto
significa
que
1,4%
da
população
municipal
vivia
nesta
situação.
Do
total
de
extremamente
pobres,
527
(53,4%)
viviam
no
meio
rural
e
460
(46,6%)
no
meio
urbano.
O
Censo
também
revelou
que
no
município
50,5% dos
extremamente
pobres
do
município
têm
de
zero
a
17
anos.
Observe
o
gráfico
abaixo:
Do
total
de
extremamente
pobres
no
município,
535
são
mulheres
(54,1%)
e
453
são
homens
(45,9%).
Do
total
da
população
em
extrema
pobreza
do
município,
567
(57,4%)
se
classificaram
como
brancos
e
412
(41,7%)
como
negros.
Dentre
estes
últimos,
84
(8,5%)
se
declararam
pretos
e
328
(33,2%)
pardos.
Outras
09
pessoas
(0,9%)
se
declararam
amarelos
ou
indígenas.
Havia
12
indivíduos
extremamente
pobres
com
alguma
deficiência
mental;
93
tinham
alguma
dificuldade
para
enxergar;
15
para
ouvir
e
para
se
locomover.
Das
pessoas
com
mais
de
15
anos
em
extrema
pobreza,
69
não
sabiam
ler
ou
escrever,
o
que
representa
13,0%
dos
extremamente
pobres
nessa
faixa
etária.
Dentre
eles,
48
eram
chefes
de
domicílio.
O
Censo
de
2010
revelou
que
no
município
havia
116
crianças
de
0
a
3
a
nos
na
extrema
pobreza
não
frequentando
creche,
o
que
representa
100,0%
das
crianças
extremamente
pobres
nessa
faixa
etária.
Entre
aquelas
de
4
a
5
anos,
havia
22
crianças
fora
da
escola
(29,6%
das
crianças
extremamente
pobres
nessa
faixa
etária)
e,
no
grupo
de
6
a
14
anos,
era
00(0,0%).
Por
fim,
entre
os
jovens
de
15
a
17
anos
na
extrema
pobreza,
12
estavam
fora
da
escola
(23,0%
dos
jovens
extremamente
pobres
nessa
faixa
etária).
114
(11,6%)
pessoas
não
contavam
com
captação
de
água
adequada
em
suas
casas,
590
(59,7%)
não
tinham
acesso
à
rede
de
esgoto
ou
fossa
séptica
e
308
(31,2%)
não
tinham
o
lixo
coletado
e
13
pessoas
extremamente
pobres
(1,3%
do
total)
não
tinham
banheiro
em
seus
domicílios,
519
(52,5%)
não
tinham
em
suas
casas
paredes
externas
construídas
em
alvenaria.
AÇÕES PARA COMBATER A DESIGUALDADE SOCIAL
O
Estado
de
Santa
Catariana
e
Concórdia
conta
com
plano
do
governo
“Brasil
sem
miséria”,
projeto
este
que
visa
superar
a
extrema
pobreza
no
país.
Lançado
em
2011
e
coordenado
pelo
MDS
o
plano
promoveu
mudanças
na
fórmula
de
cálculos
dos
benefícios
do
Programa
Bolsa
Família,
sendo
que
a
partir
do
censo
2010
que
demonstrou
que
ainda
que
o
país
estivesse
crescendo
economicamente
algumas
famílias
permaneciam
na
linha
da
extrema
pobreza
agora,
todas
as
famílias
beneficiárias
do
programa
superam
o
patamar
da
extrema
pobreza,
sendo
que
a
porta
de
entrada
para
identificar
as
famílias
que
vivem
nesta
situação
é
o
CadÚnico,
ou
seja,
Cadastro
Único.
Devem
ser
incluídas
neste
cadastro
famílias
com
renda
mensal
per
capta
de
até
70
reais.
De junho de 2011 (início
do Plano Brasil Sem Miséria) a abril de 2014, houve aumento de 19,21
% no total de famílias beneficiárias no município de Concórdia.
Também
contamos
para
a
superação
da
extrema
pobreza
com
os
recursos
do
“Brasil
Carinhoso”,
sendo
que
o
projeto
dá
estímulos
financeiros
aos
municípios
para
aumentar
o
acesso
da
população
mais
pobre
aos
serviços
de
educação
infantil.
Tem
por
objetivo
incentivar
o
aumento
das
vagas
para
as
crianças
de
0
a
48
meses
beneficiárias
do
Bolsa
Família
nas
creches
públicas
ou
conveniadas
com
o
poder
público.
E,
com
mais
recursos,
melhorar
o
atendimento
às
crianças
e
suas
famílias.
Para
isso,
o
Ministério
do
Desenvolvimento
Social
(MDS)
complementa
os
valores
do
Fundo
de
Manutenção
e
Desenvolvimento
da
Educação
Básica
(Fundeb)
repassados
pelo
MEC.
São
50%
mais
recursos
para
cada
vaga
ocupada
por
criança
do
Bolsa
Família.
Escola em Tempo
Integral
A oferta de educação
integral é uma das estratégias para superação da extrema pobreza.
Por isso as escolas onde mais de 50% dos alunos vêm de famílias
beneficiárias do Bolsa Família são prioridade para integrar o Mais
Educação. Em 2013, o município fez adesão para oferecer educação
em tempo integral em 3 escolas do ensino fundamental.
Inclusão Produtiva
Programa Nacional de
Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec Brasil Sem Miséria). O
Pronatec Brasil Sem Miséria oferece gratuitamente cursos de
qualificação profissional com duração mínima de 160 horas para
pessoas com mais de 16 anos de idade, prioritariamente aqueles que
estejam inscritos no Cadastro Único.
Custeados pelo MEC, os
cursos são ministrados por instituições de reconhecida qualidade
técnica, como as entidades do Sistema “S” (Senai, Senac, Senat e
Senar), a rede federal de educação.
Também
contamos
com
recurso
do
governo
federal
para
o
“Acessuas
Trabalho”,
que
é
um
Programa
Nacional
de
Promoção
do
Acesso
ao
Mundo
do
Trabalho
transfere-se
recursos
do
Governo
Federal
aos
municípios
para
que
eles
desenvolvam
ações
que
promovam
a
inclusão
produtiva
do
público-alvo
da
assistência
social.