POLO CONCÓRDIA

POLO CONCÓRDIA
Este blog foi criado com o objetivo de levar aos alunos do 3º ano do ensino médio informações sobre a desigualdade social. Aqui veremos gráficos, sugestões de filmes, entrevistas, humor, vídeos, links para explanar a sua pesquisa, entre outras informações importantes. Naveguem em nosso blog e reflitam sobre o tema. Quais suas possíveis causas? Quais atitudes podem ser tomadas para ajudar a combater, ou pelo menos diminuir tamanha desigualdade? Em sua comunidade, em sua escola, existe algum tipo de desigualdade?

sexta-feira, 30 de maio de 2014

VOCÊ E A DESIGUALDADE, PENSE NISSO


A desigualdade social é um assunto muito comentado, dia após dia as mobilizações tomam conta do nosso país, podemos ver nos noticiários incessantes lutas, cada qual com seus interesses, mas tudo gira em torno da desigualdade social, pois este é um país onde as riquezas se concentram nas mãos de poucos, enquanto a maioria sobrevive com uma miséria.

 
Mas a culpa é de quem?

Não podemos citar nomes de culpados, pois este é um problema que surgiu ainda na época do Brasil Colônia, quando o povo brasileiro já era tratado com desigualdade pelos portugueses. Mesmo depois de muito tempo e grandes progressos, a situação não mudou muito, o nosso país ainda é considerado um dos mais desiguais do mundo.

O que nos deixa mais indignados são os privilégios e benefícios que alguns tem. Sabemos que somos responsáveis pelos governantes que estão no poder, afinal nós mesmos lhes colocamos frente as decisões. Mas ao invés dessas pessoas terem iniciativas para melhorar a vida do povo, só pensam nos interesses particulares, e as roubalheiras tornam-se cada vez mais evidentes, eles usam o poder em benefício próprio, e esquecem as promessas feitas no momento de pedir o voto aos eleitores.

                               


A desigualdade vem de encontro com outros problemas relacionados à nossa sociedade, eles se manifestam principalmente no acesso a educação, que claro, mudou muito nos últimos anos, mas mesmo assim não deixou de mostrar com clareza a diferença que existe entre o ensino público e o ensino privado, percebemos com mais nitidez nos anos do ensino médio, quando estes ingressam em uma universidade e começam a mostrar o real valor do ensino público.

Vivemos muito perto desse mundo tão desigual, qual será nossa posição frente a estes problemas enfrentados pela nossa sociedade? Será que estamos fazendo alguma coisa para diminuir esta desigualdade na sociedade onde vivemos, em nossa cidade, no nosso bairro, na nossa casa?

Pense nisso...
 
 

O nosso povo é trabalhador, e sofre para colocar o pão na mesa, em contrapartida, não tem saúde, não tem segurança e nem educação, enfim, não tem uma vida digna.

Você sabia que até o dia 28 do mês de maio, quase cinco meses do nosso calendário, trabalhamos somente para pagar os impostos absurdos que o governo nos cobra, e se pelo menos pudéssemos usufruir um pouco deste dinheiro que sai do nosso próprio bolso, mas não, o rico cada dia mais rico e o pobre cada dia mais miserável.

    

Todos nós sofremos com essa desigualdade que ronda o mundo inteiro, são pessoas lutando contra o tempo, contra a pobreza, a fome, o descaso, para poder sobreviver, para poder dar uma vida no mínimo digna aos seus filhos nessa sociedade cheia de diferenças, diferenças essas conhecidas de perto pelo povo brasileiro, não somente na educação, mas também nas mais diversas áreas da sociedade.


ARACELE, ELISÂNGELA, LUCIANA 
MÁRCIA GIULIATO E MÁRCIA FONTANA

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A EXTREMA POBREZA NO SEU MUNICÍPIO - CONCÓRDIA

Vamos refletir um pouco sobre o lugar onde vivemos...
   Existe pobreza na sua comunidade, na sua escola?
   Você conhece alguém que vive com menos de R$ 70,00 por mês?
   Quais as condições em que essa pessoa ou essa família vive?


Se analisarmos os dados mostrados no texto a seguir, perceberemos a realidade em que algumas pessoas vivem no município de Concórdia.


DADOS DEMOGRÁFICOS SOBRE A EXTREMA POBREZA NO MUNICÍPIO DE CONCÓRDIA/SC


Conforme dados do Censo IBGE 2010, a população total do município era de 68.621 residentes, dos quais 987 encontravam-se em situação de extrema pobreza, ou seja, com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 70,00. Isto significa que 1,4% da população municipal vivia nesta situação. Do total de extremamente pobres, 527 (53,4%) viviam no meio rural e 460 (46,6%) no meio urbano.

O Censo também revelou que no município 50,5% dos extremamente pobres do município têm de zero a 17 anos. Observe o gráfico abaixo:


Do total de extremamente pobres no município, 535 são mulheres (54,1%) e 453 são homens (45,9%).

Do total da população em extrema pobreza do município, 567 (57,4%) se classificaram como brancos e 412 (41,7%) como negros. Dentre estes últimos, 84 (8,5%) se declararam pretos e 328 (33,2%) pardos. Outras 09 pessoas (0,9%) se declararam amarelos ou indígenas. Havia 12 indivíduos extremamente pobres com alguma deficiência mental; 93 tinham alguma dificuldade para enxergar; 15 para ouvir e para se locomover.

Das pessoas com mais de 15 anos em extrema pobreza, 69 não sabiam ler ou escrever, o que representa 13,0% dos extremamente pobres nessa faixa etária. Dentre eles, 48 eram chefes de domicílio.

O Censo de 2010 revelou que no município havia 116 crianças de 0 a 3 a nos na extrema pobreza não frequentando creche, o que representa 100,0% das crianças extremamente pobres nessa faixa etária. Entre aquelas de 4 a 5 anos, havia 22 crianças fora da escola (29,6% das crianças extremamente pobres nessa faixa etária) e, no grupo de 6 a 14 anos, era 00(0,0%). Por fim, entre os jovens de 15 a 17 anos na extrema pobreza, 12 estavam fora da escola (23,0% dos jovens extremamente pobres nessa faixa etária).

                   

     114 (11,6%) pessoas não contavam com captação de água adequada em suas casas, 590 (59,7%) não tinham acesso à rede de esgoto ou fossa séptica e 308 (31,2%) não tinham o lixo coletado e 13 pessoas extremamente pobres (1,3% do total) não tinham banheiro em seus domicílios, 519 (52,5%) não tinham em suas casas paredes externas construídas em alvenaria.


AÇÕES PARA COMBATER A DESIGUALDADE SOCIAL



O Estado de Santa Catariana e Concórdia conta com plano do governo “Brasil sem miséria”, projeto este que visa superar a extrema pobreza no país. Lançado em 2011 e coordenado pelo MDS o plano promoveu mudanças na fórmula de cálculos dos benefícios do Programa Bolsa Família, sendo que a partir do censo 2010 que demonstrou que ainda que o país estivesse crescendo economicamente algumas famílias permaneciam na linha da extrema pobreza agora, todas as famílias beneficiárias do programa superam o patamar da extrema pobreza, sendo que a porta de entrada para identificar as famílias que vivem nesta situação é o CadÚnico, ou seja, Cadastro Único. Devem ser incluídas neste cadastro famílias com renda mensal per capta de até 70 reais.

De junho de 2011 (início do Plano Brasil Sem Miséria) a abril de 2014, houve aumento de 19,21 % no total de famílias beneficiárias no município de Concórdia.

    
               
 Também contamos para a superação da extrema pobreza com os recursos do “Brasil Carinhoso”, sendo que o projeto dá estímulos financeiros aos municípios para aumentar o acesso da população mais pobre aos serviços de educação infantil. Tem por objetivo incentivar o aumento das vagas para as crianças de 0 a 48 meses beneficiárias do Bolsa Família nas creches públicas ou conveniadas com o poder público. E, com mais recursos, melhorar o atendimento às crianças e suas famílias. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) complementa os valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) repassados pelo MEC. São 50% mais recursos para cada vaga ocupada por criança do Bolsa Família.

                              

Escola em Tempo Integral

A oferta de educação integral é uma das estratégias para superação da extrema pobreza. Por isso as escolas onde mais de 50% dos alunos vêm de famílias beneficiárias do Bolsa Família são prioridade para integrar o Mais Educação. Em 2013, o município fez adesão para oferecer educação em tempo integral em 3 escolas do ensino fundamental.

Inclusão Produtiva

Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec Brasil Sem Miséria). O Pronatec Brasil Sem Miséria oferece gratuitamente cursos de qualificação profissional com duração mínima de 160 horas para pessoas com mais de 16 anos de idade, prioritariamente aqueles que estejam inscritos no Cadastro Único.

     

           



Custeados pelo MEC, os cursos são ministrados por instituições de reconhecida qualidade técnica, como as entidades do Sistema “S” (Senai, Senac, Senat e Senar), a rede federal de educação.

Também contamos com recurso do governo federal para o “Acessuas Trabalho”, que é um Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho transfere-se recursos do Governo Federal aos municípios para que eles desenvolvam ações que promovam a inclusão produtiva do público-alvo da assistência social.



quarta-feira, 28 de maio de 2014

VOCÊ CONHECE A REALIDADE DO SEU PAÍS?


Vamos analisar o texto a seguir que nos traz dados do Brasil e de seus estados.

Dados do IPEA sobre a temática da pobreza no Brasil, especialmente no que diz respeito à sua dimensão e evolução nas regiões e estados.
A pesquisa nos mostra uma breve descrição da evolução da taxa de pobreza no período da estabilidade monetária de 1995 – 2008.
As informações utilizadas são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, assim como das Contas Nacionais e Regionais. As linhas de pobreza absoluta e extrema utilizadas foram estabelecidas pelo critério de rendimento médio domiciliar per capita.
Para medir o grau de desigualdade de renda utilizou-se o índice de Gini, que varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade).


Segundo os dados do IBGE no período entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza absoluta tendo um rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo mensal, permitindo que a taxa nacional dessa categoria de pobreza caísse de 43,4% para 28,8%.


No caso da taxa de pobreza extrema com rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo mensal, observa-se um contingente de 13,1 milhões de brasileiros a superar essa condição, o que possibilitou reduzir em 49,8% a taxa nacional dessa categoria de pobreza, de 20,9%, em 1995, para 10,5%, em 2008.
Vale ressaltar que a diminuição nas taxas de pobreza absoluta e extrema neste período ocorreu de forma distinta em cada região geográfica e em cada estado do país.

Pobreza absoluta nos estados

Dentre os estados que apresentaram maior redução acumulada na taxa de pobreza absoluta neste mesmo período foi Santa Catarina com 61,4% juntamente com o Paraná 52,2% e Goiás com 47,3% e com menor diminuição acumulada na taxa de pobreza absoluta foram o Amapá com 12,0%, Distrito Federal 18,2% e Alagoas 18,3%.

Pobreza extrema nos estados

Com relação a pobreza extrema nos estados o destaque era em 1995 o Maranhão com 53,1%, Piauí 46,8% e Ceará 43,7% estados com maior proporção de miseráveis no País, já em 2008, os estados com maior taxa de pobreza extrema era Alagoas com 32,3%, seguido do Maranhão 27,2% e do Piauí 26,1%.


 Desigualdade de renda

Ao se tratar da evolução da desigualdade de renda, tem-se em destaque em 1995, São Paulo com 0,53 estado que apresentou menor índice de Gini do país, seguido de Santa Catarina 0,54 e Goiás 0,55. Tendo como destaque, com o maior índice de Gini, o estado do Alagoas com 0,64.
No ano de 2008 os estados da federação com maior desigualdade de renda foram: Distrito Federal (0,62), Alagoas (0,58) e Paraíba (0,58). Já os estados com menor grau de desigualdade de renda segundo o índice de Gini foram: Amapá (0,45), Santa Catarina (0,46) e Rondônia (0,48).


Nesse período algumas regiões registraram aumento do Produto Interno Bruto (PIB), em contrapartida a taxa de pobreza absoluta e a taxa de pobreza extrema não tiveram bom desempenho, é o caso da região Centro-Oeste. Já a região Sul, registrou a menor expansão do PIB, mas foi a região que teve o melhor desempenho em termos de redução nas taxas de pobreza absoluta e extrema.

Relatório de Julho de 2010